Através do vidro embaçado da janela do meu quarto, eu podia ver a chuva caindo lá fora. Cada mísera gota de chuva que caía, me fazia lembrar de como era bom aquele tempo, que pra mim o sol estava sempre a brilhar. A nostalgia só aumentava, a cada segundo que se passava. Detesto esse tipo de clima, sempre me deixa tão pra baixo, e sem auto-estima.
Ele, somente ele. Era nele que eu pensava, era dele que eu lembrava, era por ele que eu chorava. E eu sei, ele nunca mereceu nada disso, nunca mereceu nenhuma lágrima que eu derramei, nunca mereceu nenhuma noite em claro que eu passei, nunca mereceu o meu amor. Mas de que adianta saber de tudo isso, se no coração a gente não pode mandar? A gente até tenta esconder, disfarçar, mas a nós mesmos não conseguimos enganar. No fundo, a gente sabe, sabe de tudo que se passa, tudo o que sentimos. E de uma coisa eu sempre tive absoluta certeza, é ele que eu amo, e é com ele que eu quero estar, mas não posso, não devo e não vou! Orgulho? Não, amor próprio. Cansei de sofrer, cansei de chorar, cansei de esperar por um príncipe que nunca vai chegar.
Hoje, escrevo pela última vez, pois prometi a mim mesma, que este era meu último pensamento sobre ele!
(Andreza Garcia)

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